sábado, abril 21, 2007

Cia. Os Obscenos do Teatro reestréia peça do escritor e crítico teatral

Cia. Os Obscenos do Teatro reestréia peça do escritor e crítico teatral da APCA Michel Fernandes, com alterações no texto e na direção. Será praticamente, uma nova estréia de a “Tempestade no Espelho”.


É uma montagem ousada e provocativa, no qual Michel foi convidado a retornar à dramaturgia e a escrever para cia., criada por Caio Evangelista (mestrando em artes cênicas do Instituto de Artes da UNESP). Ele juntou atores da região do Grande ABC e da capital paulista para realização de estudos, além de suas montagens, num período de dez anos.


O espetáculo aborda o preconceito e a insegurança do ser humano em aceitar o diferente, os tabus sexuais e os afetivos que separam e que se refletem agressivamente nas relações entre cinco rapazes ao sentirem tesão com o corpo nu abandonado.

Segundo o autor, a peça é “um convite a perceber o próprio desejo e ser o mais honesto com ele, viver sua sexualidade e amar, acima de tudo”.



"Tempestade no Espelho"; texto de Michel Fernandes e direção de Caio Evangelista. Elenco: Márcio de Souza; Luiz Nogueira; Tato Marinho,Gê Melo e Caio Evangelista.



Cinco rapazes encontram um cadáver nu de um homem. O corpo adônico exerce um sex appeal nos garotos que se paralizam, tamanho é o encantamento. Mas isso, trouxe o medo que por um mergulho no mundo da crueldade e da psicanálise, os atores encarnam personagens baseados nos grandes autores da literatura mundial como Marquês de Sade, Jean Genet, Lorca, Rimbaud e Tadeuz Kantor.

“Como desvendar o ocorrido? Foi suicídio ou alguém o matou? Essa é a resposta que os personagens procuram...”.

Um dos jovens compara o morto a uma superstição africana de um ovo enfeitiçado ou amaldiçoado, que pode ter, algo a mais que os ovos comuns têm.

Cada um deles cria e relata uma história sobre o falecido, na esperança de sair dali antes de ser pré-julgado.

Aquele que contar a mais convincente, será liberto. No fim, os ovos (tabus) serão quebrados e um dos cinco se verá na configuração da espécie humana
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