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30 de abr. de 2026

Crônica – “Me chamam de amor”


 

Crônica – Me chamam de amor

Me chamam de amor.

No início, não entendia muito bem o porquê. Achava que era apenas uma forma bonita de dizer algo simples, quase como um apelido que se aceita sem questionar.

Mas, com o tempo, comecei a perceber…

Talvez não fosse o que diziam.
Talvez fosse o que viam.

Vejo luz.

Não aquela que se explica, nem a que se mede. Mas uma luz que aparece nos pequenos gestos, nos encontros inesperados, nos silêncios que acolhem.

Vejo flor.

E não apenas nos jardins. Vejo flor nas pessoas, nos olhares cansados que ainda tentam sorrir, nas histórias que insistem em florescer mesmo quando tudo parece seco.

Me chamam de terna.

E talvez seja verdade.

Porque gosto de plantar.
Plantar palavras, plantar presença, plantar cuidado.

Planto flor na terra…
mas também planto em gente.

Me chamam de quente.

E eu sorrio.

Porque abraço.

Abraço com o corpo, com o olhar, com a escuta. Abraço todos os dias muita gente — algumas de perto, outras apenas com o coração.

E, no fim, entendo…

Não é sobre como me chamam.

É sobre como escolho existir.

Entre luz e flor.
Entre gesto e presença.
Entre o que dou… e o que sou.

Se me chamam de amor…

talvez seja porque, em algum lugar,
eu aprendi a ser.

 Sândra Camilo

#Amo #LuzEFlor 

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